sábado, julho 22, 2006

Bênção

Eu te acompanhei semente,
testemunha de teus primeiros passos
Nesta longa e bonita trajetória.

Depois percebi que, adolescente,
enfrentavas os típicos dilemas,
página virada desta história.

E agora te vejo assim, maduro,
E abençôo a sua plenitude
Neste instante tão mágico e sublime.

Faço um brinde aqui a esta vitória
E acompanho sereno e contente
Este amor que aponta para o futuro.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Um dia, afinal, a loucura dirá a que veio,
chegando, mansamente, e tomando conta
do que nunca deixou de lhe pertencer...
Um haikai a essa hora???

A dor gritada
em poesia...
é menos dor?
Quando vem, é esse o gosto:
sangue, corte, solidão.

Quando vem, deixa-me exposto:
travo amargo deste "não".

Quem me dera, bela fera, pudesse eu estar
ausente de mim mesmo, imerso plenamente em ti

Quem me dera... Quem me dera...

segunda-feira, janeiro 02, 2006

De tudo que fiz
resta um retalho,
um caco de vidro,
cicatriz qualquer.

No canto da boca
resiste um sorriso,
amarga lembrança
de uma mulher...

De tudo o que quis
sou o espantalho,
sou a criança,
fui quem te quer...
Assim a tristeza se faz,
numa noite assaz
comum.

Assim a tua estrela jaz.
E onde tu estás
Mais um

Dia te aguarda.
Dia que não tarda,
Noite de toda canção.

sexta-feira, outubro 21, 2005

Relendo este
E o anterior
Percebo que me repito
Percebo que me repilo
Percebo que me repreendo

Fui sem ter sido.
Voltei sem ter ido.
Me repeti
Repeli
Repreendi

Me exauri de estar assim
vivendo
Trago o coração endurecido
Pela memória do que foi
Sem ter sido.

Trago as mãos calejadas,
Exaustas do peso de carregar
O quase nada.

Trago o rosto fechado
O corpo fechado
E a alma exangue

Até quando?

domingo, fevereiro 20, 2005

Trago em meu peito
fragmentos vários
das mil poesias que iniciei por ti.

Tanta poesia que foi sem ter sido...

Seja assim o nosso amor:
Eternamente iniciado,
jamais concluído

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Sentir? sem ti...
Vazio no peito,
Sorriso desfeito,
Olhar vazio.

Sentir? sem ti...
Tempo estanque,
Tristeza Punk,
Calor no frio.

Sentir?...senti.

E ainda sinto...