domingo, março 28, 2004

Nao duvido de ti, mas sim da vida
que me leva por tantos descaminhos
e me faz tanta vez estar sozinho
a sentir que vivia sem guarida

Eu duvido da vida, e nao de ti
Posto que ja estou bem calejado
e nas trilhas por onde tenho andado
Muito espinho e pouca flor eu vi

Mas ainda me resta o teu sorriso
E por um breve instante isso basta
Sendo mais, muito mais do que eu preciso

Embalado eu fico na lembrança
da imagem que para ti me arrasta
Miragem de um sonho que realizo

quinta-feira, março 18, 2004

A mesma saudade?
Será possivel?...
Tantas formas para mesma essência...

O que me invade?
Indescritivel...
Compartilhar tua indecência

Agora é tarde
O indizível
Se coloca em evidência.

domingo, janeiro 11, 2004

Um amor nao tem que convir
A este, aquele ou aquel'outro
Interesse escuso e estrangeiro
Alheio ao que seja amar

Alheio ao que seja entrega
Avesso ao que seja desejo
Amor que a si mesmo nega
Não ha de escapar ileso

Não ha de se manter aceso
Perdendo o que tem de sublime
Ainda que mais nada rime
Um amor?... nao tem que convir.

sábado, setembro 20, 2003

Dirá que a saudade existe
aquele que a sentiu na carne
aquele que a sentiu no peito
dirá que a saudade existe.

Ainda que não se defina
de modo pronto e imediato
quem em vão buscou o dito,
dirá que a saudade existe.

É o que a vida me ensina
que assim exponho aqui, de fato.
Apenas quem na vida insiste
dirá que a saudade existe.

terça-feira, março 11, 2003

Na boca
Gosto de sal
Gosto de saudade

No peito
Gosto de sol
Eterna miragem

Na noite em que mergulhei
Insone viagem
Resta apenas a lembrança
De ti

domingo, outubro 13, 2002

Trago em minha boca
o gosto de sua alma
e em meus olhos
a imensa saudade do seu olhar.

De olhos fechados
seu corpo se materializa
e seu cheiro é uma vez mais
meu perfume favorito

Pior é pensar que continuaras por ali
Perdida para sempre
Entre um neurônio e outro...
Leve-me onde não quero ir
por não saber ser possível
caminhar para tal lugar

Dê-me o que eu não quero ter
por desconhecer a existência
de tão mágico, misterioso objeto

Faça-me o que não espero de mim mesmo
por não saber ser, mais do que possível, necessário...
Fundamentalmente vital...transcender

domingo, outubro 06, 2002

Sim, meus assuntos passam por ti
Entretanto...entrelinhas.
Quem tiver olhos que veja
Estás sempre por ali.

Sim, meus pensamentos são tua morada
E meu peito, permanente abrigo
Por onde for levo comigo
Tua figura estampada...
De volta
Após tudo
Após tanto...
Após...

De volta
Ressurgido
Ressuscitado
Regurgitado

Posto que não era ainda a hora
E jamais saberei de antemão
Me contento em estar aqui agora
Aqui, e não em outro lugar
Agora, e não em outra era

De volta
Por enquanto
Provosória...precaria mente...

terça-feira, julho 02, 2002

Valeu o choro
Valeu o riso
Valeu a espera e alguma dor

Valeu a força
Valeu a luta
Vinda a conquista, o que nos resta?

Erguer a taça
Um brinde à vida
Mil carnavais...mais uma festa.

Do que não presta
Já tive o tanto
Vestido o manto, hoje sou rei

Um brinde ao riso
À alegria
Mesmo dizendo: hoje chorei